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quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Cuidado com o ao vivo!

Entendo que uma emissora oficial - pertencente ao Governo - deva acompanhar os atos do Governador do Estado, até mesmo porque é notícia. Agora daí interromper o noticiário de um clube detentor de grande torcida (audiência), apenas para colocar a fala de um Governador no ar, vai uma grande diferença. 


Nem tudo no rádio precisa ser "ao vivo e em cores"


O corte em uma programação, seja ela no rádio ou na TV, só se justifica por um fato altamente relevante: o resultado de um impeachment de um governante, um acidente com um avião que vitimou centenas de pessoas, uma chacina, um tremor de terra que destruiu uma cidade etc. No caso de um pronunciamento de um ocupante de cargo de destaque, este pode ser gravado e colocado no ar posteriormente. Não há urgência na fala, a não ser, por exemplo, que a rádio saiba antecipadamente que a autoridade irá anunciar que renunciará ao cargo. Há tempo para tudo e nem sempre a pressa ajuda a aumentar o número de ouvintes sintonizados. Às vezes tem efeito contrário.